Da Natureza do Poder e da Armas

O seguinte texto nasceu de uma reflexão que fiz a poucos dias, sobre a tolice dos que pregam a restrição do porte de armas, pois tenho acompanhado especialmente o que está acontecendo nos Estados Unidos, a forma como o Governo deles está forjando falsos ataques terroristas dentro de seu próprio território, para jogar a culpa desses ataques no fato das armas serem livres para quem quiser comprá-las.

Um argumento tão infantil quanto criminoso, sobre o qual eu pretendo escrever um post à parte, com uma desconstrução histórico-científica dessa falácia.

Esse post trata da natureza filosófica e política do interesse em controlar o acesso civil às armas de fogo.
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Uma vez que é da natureza da Vida que o poder pertença somente à uma pequena elite, para agrupamentos com grandes números de indivíduos, deriva daí que toda estrutura de poder serve para afirmar e favorecer essa elite, pois, uma vez que é ela quem manda, ela só tolera aquilo que lhe é conveniente, portanto, toda e qualquer mudança nas estruturas de poder só ocorre porquê essa estrutura já não favorece mais sua elite, que sente que terá maior vantagem em uma nova organização e distribuição de seu poder.
Isso acaba com toda e qualquer ilusão sobre a existência de algum “poder popular.”
Onde quer que haja concentração de poder, o “povo” não tem poder nenhum, exceto o mínimo necessário para perpetuar, inconscientemente, os interesses da elite dominante.
Uma vez que o poder das armas de fogo é o mais irresistível que há, pois a resistência à ele implica necessariamente na morte daquele que resiste, e, com exceção das poucas naturezas verdadeiramente heroicas que preferem a morte digna à escravidão, a quase totalidade da massa humana sendo corrupta e covarde até a ultima fibra de seus ossos, preferindo a escravidão viva do que a morte honrada, a ameaça de morte pelas armas de fogo é portanto a maior forma de exercer poder e controle que há.
Portanto, aqueles que propõem  o controle das armas só para um determinado grupo, como “O Estado” ou “a Polícia”, são, no melhor espírito dos lobos em peles de cordeiro, agentes de uma estrutura dominante pela coerção, disfarçando, com palavras doces para os que tem ouvidos infantis, sua intenção de dominação total pelo Terror.
Uma vez que o poder é uma Dinâmica, ao invés de um status, estado, ou condição, aqueles que o possuem estão fadados à utiliza-lo, tão mais tiranicamente quanto for possível, pois o único freio ao poder é o próprio poder.
Portanto, ou as armas são para todos, ou elas não são para ninguém, pois aqueles que controlam as armas invariavelmente também controlam que não as possui.

“O poder político nasce do cano de uma arma” – Mao Tsé Tung, o Genocida.

May knowledge set you free.

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