E Coisa e Tal

Saudações Caros Amigos,

o texto que se segue é de um grande amigo, uma das consciências mais profundas que já conheci, tão profunda que tanto as coisas que ele me diz, quanto as coisas que ele escreve me forçam a meditar ao menos alguns dias para sequer começar a arranhar a superfície do que está sendo dito. Aqui eu faço a mesma recomendação para os bravos guerreiros que se aventurarem a navegar pelas construções que ele faz com suas palavras.
Procurem muito mais sentir o que está sendo dito, do que entender propriamente, pois como os sábios dizem:
“Quem sabe SENTE, quem não sabe, ENTENDE.”

Amém.

Nota:

Nas condições brutais em que a palavra dilacera a alma da inspiração, às vezes é necessário recorrer ás palavras para que a intenção não dilacere a calma e por ventura desequilibre os sentidos.
Não há homem que há de se explicar um sentimento porém o que chamam a palavra amar não tem direção que se esguie um entendimento.
“As pessoas boas devem amar seus inimigos”, não significa apenas um bordão ou frase da série El Chavo Del Ocho.
Para explicar isso usarei um contexto que o amigo Aristóteles fundiu e fundou, a Lógica.
Os grandes instaladores de desarmonia neste planeta são individuais escravizadores que visam para lucro próprio à desgraça e infertilidade de seus semelhantes, é claro que utilizo de uma forma mais poética e nem tanto detalhada e política, porém, cito especificamente sobre as mesmas identidades e entidades como os grupos de banqueiros privados que senhoriam o mercado. Hoje me peguei pensando: “Estimular o senso de ataque não chega nem perto da força gerada por estimular o senso de defesa”. E com os recursos psicológicos precisos tais entidades transbordam a genialidade de despertar na grande maioria dos humanos da terra uma força de autodefesa contra a sociedade em que vivem, contra os semelhantes que habitam nos arredores, e numa extremidade monstruosa contra si mesmos, ou seja, tornando o veneno atraente e deixando que se matem.
Mas não é só isso, também há muitos mártires que são criados em função de canalização de ideais para a formação de algo como “labirintos” onde os “muros” são formados por tais mártires e todos os caminhos levem a um único ponto; o veneno.
Quando cito sobre mártires e labirintos de mártires, me refiro a todas as figuras que diversas mídias (que fortemente e sistemicamente são manipuladas por estes grupos sujos) expõem com necessidade de adoração, estes mártires que varias desde cantores e músicos até símbolos políticos e são geralmente usados de forma que eu descreveria como sacrifícios modernos comparados às almas e corpos virgens sacrificados durante a “idade media” e nas épocas de barbárie deste planeta, pois, em si mesmos, estes sacrifícios e adornações adoradas eventualmente em revistas, televisões, entre outras mídias… Geram egrégoras grotescamente poderosas que servem de veículo para manipulação dos ideais coletivos e encaminham “para o buraco” (como diz a anciã expressão) o caminhar humano desta terra.
Isso me faz lembrar que desde que me conheço como quando criança, quando pensava ao escutar estorinhas sobre labirintos: Será que não teriam as pessoas neste labirinto a audácia de escalar os muros, ou escavar uma saída em linha reta?
Bem, mesmo sendo isto “impossível” de se contar nas estorinhas, só me prova o  instinto  mais puro do meu âmago de fazer minha própria saída e não apenas seguir as já construídas, e em caso de eu jamais conseguir esta “abstrata saída material”, assim encontraria o falecimento daquele corpo, mas faleceria tentando e lutando, e logo, o falecimento assim se tornando um inexpressivo sucesso desta fuga.
O que é? Onde isso se encaixa na frase: “As pessoas boas devem amar seus inimigos”?
Todo esse trabalho apenas introduz o assunto de maneira retórica, pois a interpretação vive no pensamento. Todos têm inimigos mesmo que jamais tomemos conhecimento de algo que vá de modus operandi em direção contrária ao que somos e ao que não somos, admiro eu de mais a lógica, pois não consigo entendê-la nem me expressar sobre ela da maneira em que a admiro, sou incapaz de alcançar lógica tão perfeita quanto.
Bem se existe tal abstração mais metódica, pura e usual no universo que não possa nos destruir é o amor, não quero dizer paixão, aceitação ou condescendência e sim algo que gire ou caminhe em todas as direções assim nunca sendo contra nada e nunca tendo nada contra si, alcançando um estado perfeito de harmonia, não digo nem suponho que exista forma de derrubar os “inimigos inevitáveis” que seja ociosa e formosa, pois essa seria o mais frustrante insucesso, e sim digo uma forma não rancorosa e sim amorosa, lembrando novamente que o amor não é sinônimo de não lutar e se sentar ociosamente apenas dizendo palavras como:
“Paz e amor irmão”, sim são palavras muito interessantes mas não combinadas ao ócio e sim a luta e a honra. Exponencialmente o espírito deste fito significa que existe mais de um rei em um espírito livre vivendo na lama entre vermes, que além não se deixa ser influenciado por labirintos de mártires e venenos que o causam infertilidade de si mesmo, do que em um homem vivendo um um castelo cercado de muros de autodefesa contra o próprio organismo.
Pois o espírito é o amor que roda em todo todas as direções, ou seja, não adianta dois corpos de massa equivalente que utilizam a mesma força ficarem batendo de frente para servir de objeto newtoniano (pêndulo de Newton), sendo que o amor e o espírito jamais podem ser escravizados. Utilizar um tipo de força que figurativa-simbolicamente gire em todas as direções para combater é em si o único meio eficiente pois sendo em todas as direções não há inimigo que possa ir contra, portanto se queres ser bom o bastante para derrotar seus inimigos torna-te este preceito, “as pessoas boas devem amar seus inimigos”.

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