A Antropologia como Arma

Saudações caros amigos,

o texto abaixo foi composto num momento especialmente inspirado de minha vida, a cerca de 2 meses atrás, onde tive algumas ideias que sinto que possam ser úteis para aqueles que como eu, tem um desejo insaciável de compreender como realmente funcionam as coisas nesse mundo, e de fazer alguma coisa prática para mudar isso.

Hoje, 06/01/2015, estudando sobre a História do Afeganistão através dos brilhantes textos de um jornalista chamado Adam Curtis,http://www.bbc.co.uk/blogs/adamcurtis/entries/2013/01,   um verdadeiro talento, acabei sendo levado pelas correntes de informação até um breve estudo de antropologia, feito pela internet mesmo, utilizando o Google e a Wikipedia, e eu estou fascinado com o poder que esse ramo do conhecimento concede à quem o manipula. Acabo de descobrir que a antropologia foi muito empregada por TODAS as maquinas de guerra que existiram após ela ter sido elaborada como um ramo científico de conhecimento. Especialmente na segunda-guerra mundial, ela foi empregada para compreender melhor a mentalidade oriental, e como vencê-la, ou empregando a diplomacia, ou força letal. Ela foi especialmente fundamental para compreender que a Alma cultural japonesa era “culturalmente incapaz de rendição”, e que eles lutariam até o ultimo homem. Partindo disso, descobri que um oficial norte-americano chamado Coronel Edward Landsdale foi o criador do conceito de Guerra Psicológica, http://www.statecraft.org/chapter8.html, onde ele empregou os conhecimentos obtido através de estudos antropológicos para fazer uma guerra mais eficiente contra seus inimigos, um agrupamento chamado “Huk”. Ele estudou quais eram os símbolos culturais que geravam emoções de medo, fraqueza e impotência nos membros desse grupo cultural, e empregou esses símbolos contra eles para causar mais medo, paralisando emocionalmente os inimigos. No caso, ele empregou o medo de “Vampiros” que a população inimiga tinha, e obtive um sucesso monstruoso em acabar com a moral de guerra inimiga.
Eu particularmente sinto que essa premissa é genial, da mesma forma que podemos usar nosso conhecimento da psicologia individual de uma pessoa para fazer com que ela se comporte da forma como desejamos, como no caso de uma conquista amorosa, ou então quando tentamos arruinar emocionalmente alguém que odiamos, algo que todos fazemos, com exceção dos hipócritas, naturalmente, então podemos utilizar a psicologia coletiva de um grupo para controlá-lo de acordo com nossos interesses particulares , seja ele uma facção religiosa, um grupo ideológico, uma cultura tribal, ou nacional, ou uma associação empresarial, financeira, ou política, pois todo grupo tem uma determinada dinâmica interna, com certos elementos, como formas de pensar, agir e sentir, que são comuns, e são exatamente esses pontos em comum que permitem que o grupo surja e permaneça unido. Cessando a existência desses elementos comuns, extinguisse o sentimento que une o grupo.
Essa é a tradução do adágio militar “Dividir e conquistar”.
Para melhor combater contra um grupo, divida ele. Enfatize as diferenças inerentes aos diferentes membros do grupo, e faça isso de forma tão intensa, constante e prolongada, que o processo cuidará para que os indivíduos foquem totalmente sua atenção no que eles tem de diferentes entre si, e se esqueçam do que eles tem em comum. E como qualquer um que já tenha perdido amigos por mudanças de pontos de vista, gostos, projetos e sonhos sabe, quando os corações já não batem mais em mesmo ritmo, os corpos já não dançam mais em conjunto. Nós podemos até tolerar, muito momentaneamente, a presença de pessoas totalmente diferentes, mas nada pode nos forçar a gostar delas. Os comunistas e os fascistas são exemplos históricos disso.
Os grupos religiosos fundamentalistas de hoje, como alguns Muçulmanos reacionários e evangélicos neo pentecostais, também não toleram os líderes dos movimentos pró-aborto e pró-direito dos homossexuais. A diferença entre as crenças fundamentais de como o mundo deve ser organizado impede que eles se gostem, embora eles possam se tolerar mutuamente. Mesmo essa tolerância é hipócrita, pois os membros mais ardentes dos grupos religiosos tem toda intenção de exterminar fisicamente os membros do outro grupo, e vão fazê-lo tão logo isso seja possível, quando a máquina do Estado falhar em proteger a ordem estabelecida. Isso já acontece livremente na Arábia Saudita. Tente organizar uma parada gay por lá, ou então dizer em praça pública que você não só fez um aborto, como acredita que toda mulher deve ser livre para fazê-lo, para ver com quantas pedradas se faz um apedrejamento. http://www.nationalturk.com/en/nigeria-gay-trial-12-men-face-stoning-for-allegedly-engaging-homosexuality-northern-africa-news-46286
Mas retomando o foco, o argumento imediatamente acima foi feito para demonstrar a eficiência prática desta tática, dividir e conquistar, e para demonstrar que ela só funciona porquê existe algo como um “Princípio de união”, que determina que, para que haja um agrupamento eficiente de indivíduos, eles devem estar ligados por elementos em comum, esses elementos podendo ser puramente econômicos e políticos, nos casos mais superficiais, como podendo ser culturais e artísticos, nos casos mais profundos, ou ainda espirituais e simbólicos, nos casos transcendentais, que são historicamente raríssimos, como no caso do surgimento do profeta Muhammad, na península Arábica em 660 depois de cristo, e a consequente Cruzada Islâmica. Esse é o único caso do tipo na História registrada.
O atual movimento de conscientização planetária, permitido através da internet e dos meios de transporte intercontinental baratos, é o segundo do tipo, embora seja absolutamente inconsciente, com a exceção de raríssimos indivíduos que tem plena consciência do momento histórico em que estão vivendo, de suas raízes, de suas possibilidades e de suas tendências, consciência essa que só pode ser obtida através do estudo fanático da disciplina da História, conforme a abordagem do grande Oswald Spengler da mesma, e de uma rígida disciplina espiritual. Existem ainda aqueles mais raros ainda, que são totalmente guiados pela intuição, almas verdadeiramente abençoadas, pois recebem seu conhecimento e orientação da única fonte verdadeira, a Alma.
Partindo disso, uma vez que a antropologia pode ser utilizada como arma para destruir um grupo, ou quando muito, no mínimo manipulá-lo para nossos interesses, porquê não ´pensar em uma forma de empregá-la construtivamente?
Agora mesmo enquanto teço este escrito, surge-me a ideia de que podemos empregar a antropologia para conhecer os pontos fortes do grupo, e então ressaltá-los ao máximo, fazendo uma engenharia reversa da guerra psicológica, e criando um grupo tão coeso que nem mesmo a morte possa deter sua ação. Isso é verdadeiro no caso de indivíduos, figuras históricas como Aristóteles e Napoleão são a prova da verdade e funcionalidade desse fenômeno no nível individual. Mesmo mortos, suas pessoas nos influenciam até hoje devido a monstruosa coerência interna de suas idéias e ações. Aristóteles criou praticamente sozinho o sistema ocidental de lógica e raciocínio, e Napoleão modernizou completamente a administração civil do Estado. No momento não me vem a mente a lembrança de nenhum grupo que afete os destinos humanos após seu desaparecimento histórico, e analisando com sobriedade, acho que isso é impossível mesmo, uma vez que um grupo em si mesmo não existe a nível humano, uma vez que ele é formado de individualidades que são potencialmente infinitas em sua expressão. Grandes grupos, de relevância histórica, como os nazistas, os bolcheviques da revolução comunista, os jacobinos da revolução francesa só tiveram realmente importância por causa da força histórica da personalidade de seus líderes, Hitler para os nazistas, Lênin para os bolcheviques e Robespierre para os Jacobinos, e os outros líderes menores que também tiveram seu papel mas que não cabem aqui.
No caso então a ideia muda um pouco de figura, o foco dessa nova arma antropológica deve ser fortalecer ao máximo os pontos em comum entre os membros do grupo, e cuidar para que esses pontos sejam os mais sólidos possíveis, de forma que, em se morrendo a figura dos líderes, ou mesmo o grupo sendo levado à extinção física, a mera conservação de suas idéias seja suficiente para que os ideais continuem se propagando. O ponto de máxima eficiência em verdade é atingido exatamente caso o grupo sofra alguma ameaça de extermínio, a morte de um membro, ou do grupo como um todo fazendo com que as idéias se propaguem de forma viral e e incontrolável, corroendo os próprios membros do grupo inimigo.
O desafio que me lanço é o seguinte, como podemos usar essa tecnologia para criar uma sociedade tão coesa, e coerente, que ela torne dispensável a figura de “políticos” profissionais, que não passam de verdadeiras prostitutas morais, e passe a se governar a si mesma, libertando-se da escravidão dos “representantes”, que NUNCA representaram NADA nem NINGUÉM além deles próprios e dos seus interesses particulares.
Após 28 anos de vida eu estou aprendendo que eu não acredito em nenhum governo além daquele feito por mim mesmo, não importa quão boas sejam as referências dos outros cidadãos, coração e caráter, eu só conheço os meus, e portanto, não posso conceder a ninguém meu poder pessoal de me governar. Ao perceber isso sobre mim mesmo, também estou me tornando consciente de que nunca houve, em momento histórico algum, um bom governo, justo, equilibrado e moralmente elevado, que preza-se pela grandeza de seus cidadãos, quando muito, houve um grande governante com somente ALGUMAS boas ideias, planos e projetos, com a intenção sincera de fortalecer seus irmãos, mas que terminaram sendo destruídos pelos interesses maiores daqueles que tinham mais dinheiro e poder pessoal, que perceberam que, no longo prazo, a força dos muitos “plebeus” terminaria por eliminar completamente a força dos poucos “nobres.” A Alemanha nazista é um exemplo histórico de um pequeno grupo com boas ideias para seu próprio povo, mas essas mesmas ideias sendo consideradas ameaçadoras para os outros grupos, e aqui eu não estou falando dos judeus. Os interesses bancários da época, as grandes famílias de banqueiros de que dominavam o mundo naquele tempo viram, no modelo econômico alemão a maior ameaça a seu próprio poder, uma vez que a Alemanha imprimia seu próprio dinheiro, não dependia de pegar dinheiro emprestado com banqueiros privados.
A unica forma de evitar uma nova tragédia desse tipo é se nós mesmos tomarmos o poder em nossas mãos, deixando de depender do “governo”, que não existe, nunca existiu, nem nunca existirá, para depender tão somente de nós mesmos, de nossa própria iniciativa, inteligência, humildade, disciplina e equilíbrio, para realizarmos nossos sonhos e projetos, e para provermos nossas necessidades básicas.
Esse conceito é conhecido como “Democracia Pura”, e um dos melhores estudos que já vi sobre isso são os realizados pelo nobre Professor José Vasconcelos, https://www.youtube.com/watch?v=7bTTT7yx8Wo, que também é um dos líderes do Movimento Democracia Pura, http://www.democraciapura.com.br/, talvez a ideia mais revolucionaria em circulação no planeta no presente, e que será no século XXI uma força maior do que embate entre totalitarismo e democracia foi no seculo XX, devido às novas tecnologias de informação e comunicação em tempo real.
Mais alguém aí está disposto a colaborar nesse esforço?
O único governo legítimo é aquele que somente eu exerço sobre mim mesmo.
Quem quer que seja governado por outro é um ESCRAVO.

Amém.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s